Bibliotrónica

Portuguesa

 

 

 

 

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Livrónicos da Bibliotrónica

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Livrónicos em português europeu na Internet

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Sítios com livrónicos

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Responsabilidades

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Contactos

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O projeto

 

O projeto da Bibliotrónica Portuguesa nasceu no âmbito dos trabalhos letivos da disciplina introdutória de Crítica Textual e visa a constituição de uma biblioteca de livrónicos em língua portuguesa, com os seguintes princípios:

 

todos os exemplares serão preparados e apresentados com critérios e normas que assegurem a qualidade da edição;

a seleção dos livros a publicar em formato eletrónico deverá encontrar justificação no interesse dos leitores;

  a publicação eletrónica não ofenderá os direitos de autor, tal como estão legalmente estabelecidos;

■ todos os livros serão em língua portuguesa.        

 

Os livrónicos que inauguraram a Bibliotrónica foram elaborados pelos primeiros alunos da disciplina de Introdução à Crítica Textual, durante o semestre da Primavera de 2007. Os critérios e as normas de edição foram definidos caso a caso e explicam-se na nota editorial. É certo, no entanto, que, coincidindo os objetivos das edições publicadas com os da edição diplomática, os princípios e as normas deste tipo de edição constituíram naturalmente o ponto de partida. Duas preocupações orientaram também a elaboração de todos os livrónicos agora publicados: facilitar o mais possível a navegação dentro do livro, mediante hiperligações, e proporcionar uma experiência de leitura confortável ao leitor. Procurou-se, por esta última razão, organizar o espaço de leitura de forma a que não implicasse um excessivo afastamento dos hábitos de leitura em papel e a que não favorecesse o cansaço.

 

A possibilidade de corrigir e melhorar continuamente os textos publicados em formato eletrónico, sendo um bem, reduz a confiança que é possível depositar nas citações dos mesmos. Para obviar a este problema, todos os livrónicos serão aqui publicados com a indicação do mês e / ou do ano, seguida de um número de versão (por exemplo: Outubro 2007 / 1). Os leitores de eventuais citações poderão assim saber se a versão citada é ainda a mesma que está on-line.

 

Na secção "Sítios com livrónicos", encontra-se uma lista de lugares na Internet onde é possível encontrar livrónicos em língua portuguesa, francesa, italiana e espanhola. A secção "Livrónicos em português europeu na Internet" contém um índice de livrónicos em língua portuguesa disponíveis na Internet.

 

 

Em mudança

 

O suporte do livro encontra-se em transformação. É cada vez maior o número de pessoas que recorre ao suporte eletrónico para ler livros, ao mesmo tempo que, no mundo académico, se vão reconhecendo as vantagens do livro eletrónico: buscas automáticas, impressões parciais, preço, facilidade e rapidez de divulgação, poupança do ambiente etc. Adivinha-se, por outro lado, que a principal desvantagem do livrónico – ou seja, a portabilidade – não tardará a ser eliminada pelos fabricantes de material eletrónico, que aliás têm dado passos largos no sentido de fabricarem uma máquina com os requisitos exigidos por qualquer leitor assíduo (facilidade de transporte, conforto na leitura, autonomia energética). Embora ninguém deseje uma substituição total do livro em papel, a verdade é que, por todo o mundo, bibliotecas e universidades, editoras, associações e até particulares vão paulatinamente editando em suporte eletrónico livros anteriormente editados em papel e assim vão respondendo, através da Internet, gratuitamente ou mediante pagamento, à necessidade de um número crescente de leitores de livrónicos.

 

Nem sempre, no entanto, a substituição do suporte de papel pelo suporte informático é orientada por critérios que permitam a confiança dos leitores no texto, nem sempre os responsáveis explicitam, quando existem, as regras definidas para uma tal passagem. A opção pela reprodução fotográfica de um livro em papel, por outro lado, não é comum neste movimento editorial. E compreende-se a razão: apesar da maior rapidez de execução e da maior proximidade ao modelo, a reprodução fotográfica impede a busca automática e implica uma grande capacidade de armazenamento. Mas sempre que a possibilidade de uma edição fac-similada é afastada, a necessidade de critérios e normas de edição faz-se sentir. Acontece também que a ansiedade política, institucional ou pessoal em aumentar rapidamente um dado conjunto de livrónicos e as possibilidades abertas pelo novo suporte levam por vezes a descurar os aspetos facilitadores da leitura, que a história do livro em papel bem conhece. Seja como for, estando a publicação em formato eletrónico em fase inicial, pode esperar-se que o diálogo constante entre as necessidades dos leitores e as práticas dos editores vá paulatinamente afinando os contornos de um objeto incontestavelmente promissor.

 

 

Ângela Correia

Outubro de 2007

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Como participar

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