O algodão, com apenas 8900 t, poderia ser um poderoso esteio da economia da província, e não o é. Produziram-se em 19GO apenas 1900 t a mais do que em 1950, o que é irrisório.
Quanto ao tabaco, apesar de tantos esforços e tentativas de organização da cultura, a exportação continua a ser muito baixa. Porquê? Parece não haver motivos sérios de clima ou qualidade de solos e outras condições ecológicas que impeçam muito maiores produções.
Distribuição das exportações
A seguir indicam-se as classes pautais na exportação para os dois anos de 1959- e 1960, em toneladas e valores :
Dois factos há a assinalar de interesse: a subida nas matérias-primas em valor, com aumento em volume, e a queda no valor das substâncias alimentícias, embora com subida no volume. As outras rubricas não têm interesse nos totais, pois se limitam a pouco mais de duas dezenas de milhares de contos.
A queda gradual na percentagem, tanto em valor como em tonelagem, das substâncias alimentícias é um fenómeno que não pode ser evitado, embora maiores produções possam concorrer para a melhoria de valores. Nesta classe pautai influem muito as cotações, principalmente as do café.
A seguir indicam-se as percentagens da tonelagem que correspondem às classes pautais nos últimos dois anos:
O que diminuiu nas substâncias alimentícias aumentou nas matérias-primas.
Mas não foi apenas no peso que se deu a quebra nalguns produtos de interesse. A baixa teve lugar também no preço unitário, o que agravou ainda a situação.
Assim, o preço unitário das substâncias alimentícias diminuiu de 5400$ para 4800$, e o das matérias-primas de 2400$ para 1800$, como se nota a seguir:
Parece, pela sucinta análise deste grande sector da vida económica de Angola, que se podem tirar algumas ilações sobre o futuro.
Principais exportações
A seguir dá-se nota das principais exportações: