A evolução destes termos de troca tem-nos sido nitidamente favorável, muito especialmente no que respeita ao comércio com a zona dólar. Nesta evolução favorável está muito da explicação dos resultados da nossa balança comercial. E de admitir, no entanto, que esta tendência se não acentue, sobretudo no que respeita ao mercado americano, onde a procura nos últimos meses mostra sinais de compressão.

Moeda e crédito No fim de Outubro de 1954 o nível da emissão monetária total do Banco atingiu, pois, 19 806 milhares de coutos, ou sejam mais 1833 milhares que em igual data do uno precedente. O factor predominante deste aumento foi o saldo positivo da balança de pagamentos, representado na reserva de ouro e divisas estrangeiras com o aumento de 1400 milhares de contos.

Pelo resumo da situação do nosso banco central verifica-se ainda que:

1.º A reserva de ouro e divisas estrangeiras representa 183,7 por cento da totalidade de notas em circulação e 94 por cento da soma de todas as respon-sabilidades à vista, isto é, toda a massa monetária emitida pelo banco, o que outorga à moeda nacional uma (robustez pouco vulgar e permite encarar sem grandes apreensões a eventualidade de alguns deficits da balança de pagamentos produzidos pelo aparelhamento económico do País;

2.º O nível das notas em circulação continua a evoluir moderadamente, de acordo com as necessidades do meio circulante motivadas pela evolução económica do País, porquanto o nível dos preços e dos salários diminutas oscilações sofreu. Deve notar-se que a importância de notas em circulação representa actualmente cerca de 51,2 por cento das outras responsabilidades à vista enquanto que em 1938 a proporção era de 2.13 por cento.

Bancos e caixas económicas

(Situação em milhares de contos) Com reservas de caixa alimentadas por meio dos saldos positivos da balança de pagamentos e sem terem, geral necessidade de recorrer ao crédito do banco central, os bancos e os caixas económicas puderam continuar a expandir o volume de credito solicitado pela economia nacional, sem grande sacrifício do seu grau de liquidez imediata, o qual, medido pela proporção das reservas efectivas de caixa para os depósitos à ordem, é de 32 por cento para os bancos e de 39,7 por cento para as caixas económicas.